EpiFloripa Adulto 2009

Equipe EpiFloripa Adulto 2009

Pesquisadores

Antonio Fernando Boing

 

 

boing@ccs.ufsc.br

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Cirurgião-dentista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Mestre em Saúde Pública, com área de concentração em Epidemiologia pela mesma universidade, Doutor em Odontologia, com área de concentração Odontologia Social pela Faculdade de Odontologia da USP. Docente do Departamento de Saúde Pública da UFSC desde 2008, credenciado no Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da UFSC. Atua na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia. Suas principais linhas de pesquisa são o estudo dos determinantes sociais em saúde, da epidemiologia das doenças crônicas e da epidemiologia na atenção básica em saúde.

Karen Glazer Peres

 

karengp@ccs.ufsc.br

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Cirurgiã-dentista pela Universidade Paulista (UNIP), Mestre em Odontopediatria pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Mestre em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP, Doutora em Saúde Pública pela FSP-USP com estágio na University College London, Pós-doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Universidade de Otago, Nova Zelândia. Docente do Departamento de Saúde Pública da UFSC e é credenciada nos Programas de Pós-graduação em Saúde Coletiva e Odontologia da UFSC. Bolsista de produtividade do CNPq, nível 2, na área de Epidemiologia tem experiência com estudos de saúde bucal de base populacional. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: epidemiologia das doenças não transmissíveis, epidemiologia da saúde bucal e desigualdades em saúde. Coordenadora do programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva (2010-2012). É coordenadora do Centro Colaborador de Vigilância à Saúde Bucal do Ministério da Saúde.

Marco Aurélio Peres

 

marco.peres@adelaide.edu.au

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Coordenador do Estudo EpiFloripa. Cirurgião-dentista pela Faculdade de Odontologia da USP, Especialista e Mestre em Saúde Pública pela FSP-USP. Em 2002 concluiu o doutorado em Saúde Pública, área de Epidemiologia, pela Faculdade de Saúde Pública da USP com estágio (bolsa sanduiche) na University College London. Em 2006 realizou pós-doutorado em Epidemiologia pelo Centro de Pesquisas Epidemiológicas, Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas. Realizou estágio sênior no exterior (CNPq) junto à Universidade de Otago, Nova Zelândia. Desde 1995 é Professor do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente é Professor Associado do Departamento de Saúde Pública e orientador credenciado dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e em Odontologia da Universidade Federal de Santa Catarina e pesquisador nível 1C do CNPq. Como linhas principais de pesquisa destacam-se a Epidemiologia da Saúde Bucal, Epidemiologia do ciclo vital, Desigualdades em Saúde, Avaliação de efetividade de serviços de saúde e Inquéritos populacionais.

Pesquisadores Associados:

Alexandra Crispim Boing

 

alecrispim@yahoo.com.br

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Farmacêutica, Mestre em Saúde Pública, área de concentração em Epidemiologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Mestre em Gestão de Políticas Públicas pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), com especialização em Farmácia Clínica pela FURB, especialização em Saúde da Família pela UFSC, MBA em administração pela Universidade Lúsofona de Portugal e Doutoranda em Saúde Coletiva pela UFSC. Foi Professora do Departamento de Saúde Pública da UFSC durante o ano de 2010. Atualmente desenvolve trabalho de pesquisa na área de saúde coletiva na Universidade Federal de Santa Catarina. É membro da Comissão de Ética do Conselho Regional de Farmácia de Santa Catarina. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, Epidemiologia e Farmacoepidemiologia.

Diego Augusto Santos Silva

diegoaugustoss@hotmail.com

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Possui Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade Federal de Sergipe. Especialização em Fisiologia do Exercício aplicado ao Treinamento e a Saúde. Mestrado em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente é aluno do curso de Doutorado em Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em cineantropometria e atividade física e saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: sobrepeso, obesidade, fatores de risco à saúde, maturação, crescimento somático e exercício físico.

Dorotéia Aparecida Hofelmann

 

doroaph@yahoo.com.br

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Possui graduação em Nutrição pela Universidade do Vale do Itajaí (2003) e mestrado em Saúde Pública pela Universidade Federal de Santa Catarina (2006). Atualmente é doutoranda do Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva da UFSC e professora da Universidade do Vale do Itajaí, atuando principalmente nos seguintes temas: epidemiologia, saúde do trabalhador, auto-avaliação de saúde, excesso de peso.

Emilene Reisdorfer

 

emi.reis@yahoo.com.br

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Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) (2002). Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Possui Especialização na Modalidade Residência Integrada em Saúde – Saúde Coletiva, pela Escola de Saúde Pública do Estado do Rio Grande do Sul (ESP/RS) (2005) e Especialização em Gereciamento de Unidades Básicas de Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP) (2008), atuando principalmente na área de saúde coletiva/Dependência Química e Ensino em Saúde.

Giovâni Firpo Del Duca

 

gfdelduca@gmail.com

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Possui graduação pela Escola Superior de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas (2006), onde foi bolsista do Programa de Educação Tutorial (PET). Possui mestrado em Epidemiologia pela Universidade Federal de Pelotas, sendo bosista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Atualmente cursa Doutorado em Educação Física na Universidade Federal de Santa Catarina, na área de atividade física relacionada à saúde e é bolsista CAPES. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em atividade física e saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: epidemiologia, atividade física, saúde, exercício físico, envelhecimento, avaliação física e aptidão física.

Juliana Barcellos de Souza

 

juliana.barcellos.de.souza@gmail.com

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Fisioterapeuta, Mestre em Ciências do Movimento Humano pela Universidade do Estado de Santa Catarina, Doutora em ciências clínicas pela Université de Sherbrooke, Canadá. Realizou dois pós doutorados (Canadá e Brasil). Contemplada com Bolsa CAPES (MSc e PhD), Bolsa Fonds de Recherche Santé Québec e do Quebec Network Pain Reseach (FRSQ/QNPR) (Pós-doutorado) e CNPq (PDJ) – no Departamento de Saúde Pública da UFSC. Seu foco é estudo e tratamento da dor crônica. Durante o mestrado avaliou o sintoma sob um ângulo biomecâninco [protocolo de tratamento da sindrome patelofemoral]. No doutorado desenvolveu e validou um protocolo de tratamento para mulheres com fibromialgia, analizando o problema sob um ângulo neurofiológico e psicológico.

Leandro Martin Totaro Garcia

 

leandromtg@gmail.com

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Professor Assistente da Universidade Cruzeiro do Sul, vinculado ao curso de Educação Física. Mestre em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com ênfase na área de Atividade Física Relacionada à Saúde. Especialista em Adolescência pelo Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Bacharel em Educação Física pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP). Tem particular interesse sobre programas e estratégias de promoção da prática de atividades físicas e sobre o comportamento sedentário e suas implicações à saúde.

Ramona Sant Ana Maggi de Moraes

 

rasmaggi@yahoo.com.br

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Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (2006). É especialista em Gestão em Saúde Pública pela Faculdade Padre João Bagozzi. Atualmente é mestranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Saúde Mental, atuando principalmente nos seguintes temas: saúde mental, saúde pública e atenção básica.

 

Sheila Rubia Lindner

 

sheila.lindner@hotmail.com

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Possui graduação em enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (2002) e mestrado em Saúde Pública pela Universidade Federal de Santa Catarina (2005). É doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFSC. É apoiadora do projeto Telessaúde/SC e faz parte do grupor gestor da UnA-SUS/SC no Curso de Especialização a distância em Saúde da Família..

Simone Gasperin

sigasperin@gmail.com

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Possui graduação em Fisioterapia pela Universidade Federal de Santa Maria (1988) e mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Santa Catarina (2010). Atualmente é professor titular da Universidade do Vale do Itajaí e fisioterapeuta concursada da Prefeitura Municipal de Itajaí. Tem experiência na área de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, com ênfase em Fisioterapia Em Neurologia, atuando principalmente nos seguintes temas: fisioterapia, hanseníase, hemiparesia e epidemiologia.

Thiago Ferreira de Souza

 

tfsousa_thiago@yahoo.com.br

Alunos de Iniciação Científica:

Helena Mendes Constante

 

lenaconstante@gmail.com

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Graduanda em Odontologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Bolsista de Iniciação Científica pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica PIBIC/CNPq – UFSC por quatro anos consecutivos pelo Departamento de Saúde Pública.

Luciana da Silva

 

lubertan@hotmail.com

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4294438E5

Cirurgiã Dentista formada pela Universidade Federal de Santa Catarina. Bolsista de Iniciação Científica pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica PIBIC/CNPq – UFSC por quatro anos consecutivos pelo Departamento de Saúde Pública (2008 – 2012).

 

Questionário

Para ler o Questionário de 2009 clique aqui.

EpiFloripa Adulto 2009 – Métodos

Foi realizado um estudo transversal de base populacional junto à população adulta do município de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, de setembro de 2009 a janeiro de 2010.

O procedimento de cálculo da amostra do EpiFloripa foi realizado no programa estatístico EpiInfo 6.04. Para estimativa de prevalência foram considerados os seguintes parâmetros: prevalência de 50%, erro amostral de 4 pontos percentuais e nível de confiança de 95% . O valor da amostra obtido foi de 599 adultos. Para o controle do efeito de delineamento do estudo, realizado através de conglomerados, utilizou-se um ajuste de delineamento igual a 2. Foram ainda adicionados 10% para eventuais perdas e mais 20% para controle de fatores de confusão, totalizando uma amostra igual 1.581 adultos. Com o objetivo de aumentar o poder da amostra esta foi definida em 2016 adultos.

O processo de amostragem foi realizado em duplo estágio. O primeiro foi formado pelos setores censitários e o segundo composto pelos domicílios particulares permanentes urbanos incluídos nos setores censitários selecionados. Assim, todos os moradores adultos dos domicílios selecionados eram elegíveis para entrevista, exceto aqueles institucionalizados ou inaptos a responder o questionário do estudo (adultos acamados ou com algum impedimento físico ou mental que impossibilitasse o entrevistado de responder o questionário).

Os setores censitários urbanos do município (unidades primárias de amostragem) foram ordenados em ordem crescente de renda e estratificados em decis. Selecionaram-se sistematicamente 6 setores em cada decil de renda e realizou-se a contagem in loco do total de domicílios habitados em cada setor censitário sorteado. Com o intuito de diminuir o coeficiente de variação de domicílios por setor, realizou-se a fusão de algumas unidades e a divisão de outras, respeitando-se o decil de renda e a localização geográfica dos mesmos. Após esse procedimento, obtiveram-se 63 setores censitários, com coeficiente de variação de 32%. Considerando-se a necessidade de se entrevistarem 2.016 pessoas em 63 setores, conferindo, em média, 32 adultos por setor, foram selecionados 18 domicílios em cada uma dessas unidades geográficas.

A coleta dos dados foi realizada por 35 entrevistadoras com a utilização do Personal Digital Assistant (PDA). Foram consideradas perdas as pessoas não encontradas após quatro visitas, sendo ao menos uma no período noturno e outra no finam de semana. O controle de qualidade das respostas foi realizado semanalmente em aproximadamente 15% da entrevistas, selecionadas de forma aleatória em todos os setores.

Os dados foram analisados através do programa estatístico Stata versão 9, utilizando o comando svy para considerar o efeito de delineamento e os pesos amostrais, que foram calculados considerando-se a probabilidade de cada setor ser sorteado dentre todos aqueles existentes no município e de cada domicílio ser sorteado dentro do setor censitário.

O projeto de pesquisa foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina e foi aprovado conforme protocolo número 351/2008.

Para visualizar o Certificado emitido pelo Comitê de Ética,  clique aqui: comite etica epifloripa 2009

Para visualizar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, clique aqui: TCLE EpiFloripa 2009

Manual de Instruções 2009

Para visualizar o Manual de Instruções 2009 clique aqui.

EpiFloripa 2009

Para conferir os resultados clique aqui!

Financiamento e Orçamento

EpiFloripa adulto 2009 foi financiado com recursos obtidos junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio do edital universal 15/2007 (projeto no 485327/2007-4), totalizando R$ 65.700,00. Com este recurso foram adquiridos os equipamentos necessários para a pesquisa e remunerados os pesquisadores de campo, especialmente contratados para a pesquisa. Além do financiamento direto, o projeto contou com contrapartida de pesquisadores e estudantes de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina.



O Projeto

É com muita satisfação que apresentamos a página eletrônica do Estudo Epidemiológico sobre Condições de Saúde da População Adulta de Florianópolis –EpiFloripa Adulto. Pretendemos torna-la um espaço de informação e interação entre os pesquisadores do projeto, outros estudiosos no tema, os participantes do estudo e a população em geral. Neste espaço você encontrará a equipe de pesquisa, características metodológicas do projeto, seus principais resultados, as publicações dele decorrentes assim como poderá manter contato conosco expondo suas dúvidas, comentários e propondo sugestões.

Aguardamos seu contato.

Equipe do EpiFloripa Adulto.

 

Conheça o EpiFloripa


As mudanças demográficas e epidemiológicas ocorridas nas últimas décadas no Brasil apontam a necessidade de investigações das condições de saúde da população adulta com ênfase nas doenças e agravos crônicos e nos comportamentos e condições sociais e econômicas a elas associadas. Poucos são os estudos de base populacional desenvolvidos no Brasil que envolveram a investigação das condições de saúde auto-referidas e de fatores sociais, demográficos, nutricionais, de comportamentos relacionados à saúde e de utilização de serviços de saúde associados. Desconhecem-se estudos desta natureza em capitais brasileiras. Este tipo de investigação permite o adequado planejamento do sistema de saúde, a reorientação de recursos assim como propicia o desenvolvimento de futuros estudos que possibilitem o monitoramento de agravos e exposições relacionadas à saúde.

Durante os meses de setembro de 2009 a janeiro de 2010, 35 entrevistadoras percorreram os domicílios de Florianópolis, de norte a sul, de leste ao continente, pesquisando as condições de vida e saúde de uma amostra de 1720 adultos, representativa de todas as regiões e condições sociais e econômicas da cidade. Em cada residência sorteada, os adultos ali residentes responderam a um questionário sobre condições sociais, econômicas, auto-avaliação das condições de saúde, ocorrência de doenças crônicas e de dor, hábitos alimentares, prática de atividade física, condições de saúde bucal, uso de medicamentos e de serviços de saúde e saúde mental. Além do questionário, os participantes da pesquisa foram pesados, medidos e tiveram a circunferência abdominal e pressão arterial verificadas. Cada participante foi orientado sobre recursos de saúde no bairro e receberam os resultados principais do estudo em suas residências. Todo este trabalho, planejado há mais de um ano, foi realizado no âmbito do Departamento de Saúde Pública da UFSC e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, desenvolvido e supervisionado por profissionais de diversas áreas dos cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado nos Programas de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Nutrição e Educação Física e alunos de iniciação científica dos cursos de Medicina, Odontologia e Enfermagem da UFSC. Este tipo de estudo permite um amplo diagnóstico das condições de saúde em escala populacional e é muito útil para o planejamento e avaliação de políticas, ações e serviços de saúde. Apesar destas vantagens, este é o primeiro estudo com tais características realizado em Florianópolis.

Com a intenção de acompanhar as condições de saúde das pessoas e ter uma melhor compreensão sobre os seus determinantes, em 2011 todos os 1720 participantes do estudo serão visitados novamente em seus domicílios pela equipe da pesquisa. Nesta ocasião serão aplicados questionários estruturados sobre hábitos e cuidados á saúde bucal (uso e freqüência de escovação dentária, uso de pasta dental, uso de fio dental), dificuldades de alimentação em razão das condições de saúde bucal, xerostomia, dor de origem dentária nos últimos seis meses, sua intensidade e impacto na realização de atividades diárias, periodicidade da realização de consultas odontológicas, razão principal do último atendimento, local da última consulta e auto-avaliação da saúde bucal. Um detalhado exame odontológico será realizado para a identificação e mensuração de cárie dentária, edentulismo, uso e necessidade de próteses dentárias, sangramento gengival e doenças periodontais. Além disso, serão coletadas informações sobre alimentação e acesso a uma alimentação saudável, atividade física, qualidade de vida, discriminação, função cognitiva e indicadores de iniqüidades socioeconômicas. Por sua vez, diversas informações coletadas no inquérito realizado no ano de 2009 serão utilizadas para analisar as informações que serão obtidas em 2011, tais como, variáveis socioeconômicas, demográficas, condições de saúde, peso, altura, circunferência abdominal, pressão arterial, uso de medicamentos, morbidades auto referidas, uso de serviços de saúde e auto-avaliação de saúde. Mediante a análise destas informações pretende-se gerar conhecimento científico sobre diversos temas que são altamente relevantes no contexto internacional e nacional, qual seja, a relação entre doenças e agravos bucais e condições de saúde geral, mormente sobrepeso, obesidade, doenças cardiovasculares e o impacto das doenças bucais na auto-avaliação de saúde geral. Deseja-se que este seja o primeiro estudo, linha de base, de um estudo longitudinal que investigue saúde geral e saúde bucal desta população.