EpiFloripa Idoso 2013/2014

Quedas em idosos de Florianópolis/SC

Entre as necessidades geradas pelo processo de envelhecimento populacional destaca-se estudar as condições de vida e de saúde das pessoas idosas. Dentre alguns fatores importantes estão as quedas, que podem acarretar graves prejuízos para os idosos, tais como morbidades, mortalidade, elevar o tempo de hospitalização, assim como os gastos e institucionalizações precoces. Assim, o EpiFloripa Idoso, estudo populacional, de base domicilia, conduzido com idosos de Florianópolis/SC, tem como um de seus objetivos mostrar à população como está a saúde dos idosos residentes na região urbana do munícipio.

Ao investigar os fatores que podem ocasionar quedas dentro e fora do domicílio, em 1619 idosos residentes em Florianópolis, evidenciou-se que destes, 287 idosos tiverem alguma queda nos anos de 2013/2014, sendo que a maioria (62,97%) caiu fora do domicílio. Os fatores que podem influenciar na ocorrência de quedas fora do domicílio são ter percepção ruim das calçadas perto de casa, perceber a própria saúde ruim/muito ruim, morar em locais com poucas áreas comerciais e com pouca quantidade de calçadas. Já os fatores que influenciam a ocorrência de quedas dentro do domicílio são ter 70 anos ou mais de idade e fazer uso de cinco ou mais medicamentos.

Alertar os idosos quanto aos cuidados necessários para evitar a ocorrência das quedas, assim como orientá-los sobre a gravidade do evento e as complicações que este pode causar, também é uma necessidade diante da pouca importância que os idosos atribuem às quedas. Além disso, para promover a diminuição da ocorrência de quedas em idosos, as intervenções devem ser planejadas com foco nas particularidades não só do ambiente domiciliar do idoso, mas também do ambiente construído, com maior atenção para a conservação das características do ambiente, o que nem sempre é levado em consideração e expõem os idosos a riscos.

 

Fonte:

- Antes, Daniele Ledur. Relação de fatores individuais e do ambiente construído com a prevalência de quedas em idosos de Florianópolis. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, da Universidade Federal de Santa Catarina. 2015.

 

Acompanhe mais notícias sobre o projeto:

www.epifloripa.ufsc.br

https://www.facebook.com/groups/1640954516157440/?fref=ts

https://www.facebook.com/groups/762053607143842/?fref=ts

 

Sintomas depressivos em idosos de Florianópolis/SC

As transições demográficas, epidemiológica e comportamental que evidenciam o envelhecimento da população mundial, ratificam a necessidade de estudar as condições de vida e saúde dos idosos. Assim, o EpiFloripa Idoso, estudo longitudinal, representativo da população idosa de Florianópolis/SC, tem como um de seus objetivos mostrar à população como está a saúde dessa população que  reside na região urbana do munícipio.

Dentre as condições de saúde, pesquisar os sintomas depressivos é muito importante, pois é considerado um dos problemas psiquiátricos mais comuns e importantes na população idosa, podendo ocasionar incapacidade, outros agravos e saúde, perda da qualidade de vida e da autonomia.

Ao pesquisar sobre o número de idosos com relato de sintomas depressivos em Florianópolis, foi identificado que 23,9% (no ano de 2009) e 19,0% (em 2014) apresentaram sintomas depressivos elevados. Os fatores que podem contribuir para o aparecimento ou alteração desses sintomas foram: baixa escolaridade; situação econômica ruim; déficit cognitivo; percepção negativa de saúde; dependência funcional; dor crônica e idade avançada (70 anos ou mais). Por outro lado, a prática de atividade física, a participação em grupos de convivência ou religiosos e a atividade sexual se mostraram fatores protetores, ou seja, podem ajudar a população idosa na prevenção desses sintomas. Um aspecto que merece destaque é que entre os idosos que se mantiveram ativos no lazer desde a primeira entrevista (2009) a chance de ter sintomas depressivos em 2014 foi menor. Assim, para a prevenção dos sintomas depressivos e promoção da saúde mental, sugere-se o envolvimento dos idosos em grupos fazendo atividades que estimulem a função cognitiva, física e social, além da prática de atividades físicas nos diferentes contextos da vida (lazer, deslocamento, atividades domésticas e trabalho), considerando àquelas que despertem prazer e realização.

 

Fontes:

- Borges, Lucélia Justino. Sintomas depressivos e atividade física em idosos: estudo longitudinal. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina. 2014.

 

Qualidade de vida de idosos de Florianópolis/SC

As transformações demográficas, aliadas ao aumento da expectativa de vida, repercutiram na necessidade de estudar as condições de vida e saúde dos idosos, incluindo sua qualidade de vida. Neste sentido, o EpiFloripa Idoso, estudo populacional, domiciliar e representativo para idosos de Florianópolis/SC, tem como um de seus objetivos mostrar à população de Florianópolis/SC como está a saúde dos idosos residentes na região urbana do município.

Ao investigar a associação das mudanças nas relações sociais e no estilo de vida, ocorridas no período entre 2009/2010 e 2013/2014, sobre a qualidade de vida de 1197 idosos, evidenciou-se que estes possuem uma boa qualidade de vida. Os principais fatores que contribuíram para isso foram: retornar ao trabalho após a aposentadoria, manter o uso da Internet, começar a participar de grupos religiosos ou de convivência e praticar atividade física regularmente. Entretanto os fatores que tiveram impacto negativo na qualidade de vida foram permanecer morando com a família e o excesso de peso corporal (ter índice de massa corporal e circunferência da cintura elevados).

Idosos estão sujeitos à ocorrência de eventos importantes à saúde em seu dia a dia. Apesar disso, algumas mudanças contribuem com a melhora da qualidade de vida e à habilidade de adaptar-se às possíveis dificuldades enfrentadas nessa faixa etária.

 

Fontes:

- Marques, Larissa Pruner. Qualidade de vida em idosos e sua associação com mudanças nas relações sociais e no estilo de vida, Florianópolis-SC, Estudo EpiFloripa Idoso. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, da Universidade Federal de Santa Catarina. 2015.

- Tessari, Ana Aparecida. Mudança no estado nutricional e qualidade de vida em idosos de Florianópolis. Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, da Universidade Federal de Santa Catarina. 2015.

 

Entrevistadores

Entrevistadores da fase final do estudo EpiFloripa Idoso 2013

 

Inês Amanda Streit





 

 

 

Patrícia Chiossi





 

 

 

Rafaela Haeger Luz






 

 


Sandra Neto



Sofia Wolker Manta

 

 

 

 

 

EpiFloripa Idoso 2013 – Método

Local do estudo

O estudo será desenvolvido na zona urbana do município de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina. A população de Florianópolis é de cerca de 400.000, 96,7% residentes na zona urbana. O município apresenta uma razão de dependência de 47,7%. O índice de desenvolvimento humano municipal (IDH-M) foi de 0,875 em 2000, alto índice de desenvolvimento humano, colocando o município na 4a posição dentre todos os municípios brasileiros. A mortalidade infantil foi de 9,1/1000 nascidos vivos em 2006, a esperança de vida de 72,8 anos e a taxa de fecundidade de 2,3 filhos por mulher.(93)

 

População de referência do estudo

Durante os meses de setembro de 2009 a junho de 2010, 35 entrevistadoras pesquisaram as condições de vida e saúde, incluindo o estado cognitivo e funcional, de uma amostra por conglomerados composta de 1705 idosos entre 60 e 104 anos de idade (taxa de resposta de 89,2%), representativa de todas as regiões e condições sociais e econômicas da cidade. Em cada residência sorteada, idosos responderam a um questionário sobre condições sociais, econômicas, auto-avaliação das condições de saúde, ocorrência de doenças crônicas e de dor, hábitos alimentares, prática de atividade física, condições de saúde bucal, ocorrência de quedas, uso de medicamentos e de serviços de saúde e saúde mental. Além do questionário, os participantes da pesquisa foram pesados, medidos e tiveram a circunferência abdominal e pressão arterial verificadas. A avaliação cognitiva foi realizada pela aplicação do Mini-Mental State Examination(94) e a avaliação funcional pela escala BOMFAQ(11), incluindo 15 perguntas, sendo 7 atividades básicas da vida diária e 8 atividades instrumentais da vida diária. Cada participante foi orientado sobre recursos de saúde no bairro e receberam os resultados principais do estudo. O estudo, intitulado EpiFloripa Idoso foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq (Edital/Chamada  Jovem Pesquisador nº 06/2008 Faixa B, sob número 569234/2008 2) , e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSC em 23/12/2008 sob protocolo número 352/2008. O estudo foi desenvolvido e supervisionado por profissionais de diversas áreas dos cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado nos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Nutrição e Educação Física e alunos de iniciação científica dos cursos de Medicina, Odontologia e Enfermagem  da UFSC. Este tipo de estudo permite um amplo diagnóstico das condições de saúde em escala populacional e é muito útil para o planejamento e avaliação de políticas, ações e serviços de saúde. Apesar destas vantagens, este foi o primeiro estudo com tais características realizado em Florianópolis.

 

Delineamento do estudo

Trata-se de um estudo longitudinal, de base populacional, dando seguimento ao inquérito sobre saúde do idoso  realizado em 2009/2010.

 

Amostra

A amostra deste estudo será composta pelos idosos participantes da primeira etapa da pesquisa, realizada no ano de 2009/2010.

Todos os 1705 idosos entrevistados em 2009/2010 serão visitados em seus domicílios para a presente investigação. Para o cálculo do tamanho da amostra utilizou-se a fórmula para cálculo de prevalência, para amostra causal simples adicionada de um valor relativo ao efeito do delineamento estimado (amostra por conglomerados) e de uma proporção de perdas previstas. Para tal foi usado o programa Epi-Info, versão 6.04 de domínio público (95) :

n = N. z2. P (1-P)/d2. (N – 1) + z2. P (1-P) X deff + % de perdas estimadas

Onde:

n = Tamanho mínimo da amostra necessária para o estudo;

N = Número da população de referência: 44.460

Z = nível de confiança (geralmente igual a 5%) expresso em desvios-padrão (1,96)

P = prevalência esperada do fenômeno a ser investigado na população: 50% (dados desconhecidos). Ou seja, o desfecho foi considerado como prevalência desconhecida ou 50%.

D = Erro amostral previsto (precisão): 4,0%;

deff = efeito do delineamento amostral do estudo, por conglomerados, estimado como igual a 2

% Perdas estimadas: 20%

% controle de fatores de confusão: 15% (para os estudos de associação)

Aplicando-se a fórmula descrita, obteve-se tamanho da amostra igual a 1599. O processo de amostragem foi realizado através de conglomerados, em virtude de sua praticidade. As unidades de primeiro estágio foram os setores censitários, unidades de recenseamento do IBGE, constituídas por aproximadamente 300 domicílios cada No caso do domicílio sorteado residir mais de um idoso elegível para o estudo, todos foram entrevistados.

As unidades de primeiro estágio foram os setores censitários. Os 420 setores urbanos de Florianópolis de acordo com o Censo de 2000 foram estratificados em ordem crescente de renda (R$ 192,80 – R$ 13.209,50), e sorteou-se sistematicamente 80 destes setores (8 setores em cada decil de renda).

As unidades de segundo estágio foram os domicílios. Uma etapa de atualização do número de domicílios em cada setor (arrolamento) fez-se necessária uma vez que o Censo mais recente havia sido realizado em 2000. Para tanto, os supervisores do estudo percorreram cada um dos setores censitários sorteados e realizaram a contagem de todos os domicílios habitados, obedecendo a normas do IBGE. Foram registrados apenas os endereços residenciais permanentemente ocupados. Esta etapa de atualização foi realizada pelos supervisores do estudo (alunos de pós-graduação), que percorreram os setores sorteados e realizaram a contagem dos domicílios com o auxílio dos mapas fornecidos pelo IBGE, e por imagens baixadas pelo Google Maps e Google Earth. Esta etapa, além de possibilitar a obtenção da lista de domicílios atualizada por setor, permitiu conhecer os limites geográficos, pontos de referência, condições das moradias e nível de segurança dos setores sorteados. Foram realizadas parcerias com as Unidades Locais de Saúde (ULS), que disponibilizaram agentes de saúde para entrada em setores de difícil acesso ou de risco potencial.

O número de domicílios por setor variou de 61 a 725. A fim de diminuir o coeficiente de variação do número de domicílios por setor, foi realizado o agrupamento de setores com menos de 150 domicílios, e que eram geograficamente próximos, e divisão dos setores com mais de 500 domicílios, respeitando o decil de renda correspondente, originando 83 setores censitários.

A reorganização dos setores fez com que diminuísse o coeficiente de variação, que era de 52,7% (n=80 setores) e no final foi de 35,2% (n=83 setores). Os 83 setores censitários foram compostos por um total de 22.846 domicílios,.

Segundo o IBGE (2000),(96) o número médio de moradores por domicílio em Florianópolis equivalia a 3,1. Como a faixa etária de interesse da pesquisa corresponde a aproximadamente 11% da população, obtêm-se em média, por setor censitário, 102 pessoas na faixa etária de interesse ou 1 idoso a cada três domicílios. Estimou-se, portanto, que deveriam ser visitados cerca de 60 domicílios por setor censitário, para se encontrar os 20 idosos. Esses domicílios foram sorteados de forma sistemática e todos os idosos residentes nos domicílios sorteados foram considerados elegíveis para a pesquisa.

Em virtude da disponibilidade de recursos financeiros, estimou-se realizar 23 entrevistas por setor censitário, permitindo uma maior variabilidade da amostra, e obtendo-se desta forma, 1.911 idosos elegíveis para o estudo. A taxa de não resposta do estudo foi de 10,9%, o que originou em uma amostra final de 1.705 idosos efetivamente entrevistados.

Participaram do estudo indivíduos com 60 anos ou mais de idade. Como critérios de exclusão foram considerados os idosos institucionalizados (asilos, hospitais, presídios).

 

Perdas e recusas

Serão definidas perdas, os idosos residentes nos domicílios visitados pelo menos três vezes sem que o entrevistador não conseguir localizar a pessoa (sendo uma visita em finais de semana e outra noturna) ou caso haja recusa em participar.

 

Instrumentos e variáveis em estudo

Uma série de variáveis coletadas no inquérito realizado no ano de 2009/2010, disponíveis no banco de dados serão utilizadas para o presente estudo, tais como, avaliação cognitiva e funcional, variáveis socioeconômicas e demográficas, condições de saúde, hábitos de vida (tabagismo, etilismo, atividade física, dieta), peso, altura, circunferência abdominal, pressão arterial, uso de medicamentos, morbidades auto referidas, uso de serviços de saúde, ocorrência de quedas, sintomas depressivos, violência, auto-avaliação de saúde e percepção do ambiente urbano.

Para o presente estudo será elaborado um questionário estruturado, contendo perguntas referentes a avaliação cognitiva e funcional, condições sociais, hábitos de vida (tabagismo, etilismo, atividade física, dieta) quedas, medo de quedas, inclusão digital, saúde bucal,  qualidade de vida, sintomas depressivos, violência, uso de serviços de saúde e percepção do ambiente urbano.

 

Equipe – logística

A coleta de dados será realizada por meio de entrevistas individuais e a serem realizadas nos domicílios dos idosos pertencentes à amostra. Os entrevistadores serão pessoas com no mínimo ensino médio completo com disponibilidade integral para execução do trabalho de campo.

A equipe de trabalho de campo será composta por 20 entrevistadores, além dos supervisores do trabalho de campo e auxiliares para digitação e arquivamento de material.

A seleção e treinamento da equipe serão realizados pelos coordenadores do estudo. Será elaborado um manual de instruções para a equipe de campo. Estima-se a realização de 300 entrevistas por mês, em média o que totaliza aproximadamente  6 meses de trabalho de campo, excluindo o treinamento, pré-teste e estudo piloto. Estão previstas reuniões semanais de avaliação entre a equipe de campo e os supervisores e coordenadores do estudo.

Para garantir um maior percentual de acompanhamento, será realizada atualização dos endereços de todos os participantes do estudo através dos contatos telefônicos e/ou de e-mail que os participantes forneceram em 2009/2010.  A atualização dos endereços será realizada de forma ativa mediante ligações para outros contatos telefônicos fornecidos pelos participantes e/ou pelos endereços de e-mail coletados em 2009. Outras técnicas serão também consideradas para atualizar o endereço dos participantes, tais como a procura dos nomes em listas telefônicas, redes sociais na internet (Facebook e Orkut) e visita nos endereços fornecidos pelos participantes em 2009. Será enviada uma carta informando os participantes sobre o contato telefônico posterior.

Será elaborado um manual de instruções do estudo que servirá como guia para os entrevistadores no caso de dúvidas no preenchimento ou codificação do questionário. Também apresentará orientações sobre a postura e forma de abordagem do entrevistador.

Além da equipe de campo, o estudo contará com supervisores, todos alunos de mestrado e doutorado em Saúde Coletiva, Educação Física e Ciências Médicas da UFSC, e pesquisadores do Departamento de Saúde Pública,  Departamento de Educação Física e Departamento de Nutrição da UFSC com larga experiência em inquéritos populacionais e epidemiologia.

 

Treinamento

Para se obter a padronização no uso de instrumentos é fundamental que os observadores envolvidos no estudo participem de um treinamento antes do inicio do mesmo, a padronização ou calibração.

Calibração é a repetição de exames nas mesmas pessoas pelos mesmos examinadores comparando os resultados com um padrão (erro inter-examinadores), ou pelo mesmo examinador em tempos diferentes (erros intra-examinadores), a fim de diminuir a discrepância de interpretação nos diagnósticos. Os objetivos da calibração são: a) assegurar uniformidade de interpretação, entendimento e aplicação dos critérios da condição a serem observadas e registradas; b) assegurar que cada um dos examinadores possa examinar consistentemente com o padrão adotado; c) minimizar variações entre diferentes examinadores.

O treinamento e calibração serão compostos por 4 etapas: (125)

1a etapa: teórica

Nesta etapa apresentam-se à equipe de observadores/entrevistadores os objetivos do estudo, além dos critérios que serão utilizados. O objetivo deste exercício é o de tornar claro aos observadores/entrevistadores que nem sempre é simples haver concordância de diagnóstico e que a manutenção de um bom grau da mesma é fundamental para a fidelidade do estudo.

2a etapa: exercício

O exercício permite a maior fixação dos critérios. O coordenador do exercício deve previamente escolher uma Unidade de Saúde ou Escola e os idosos na faixa etária acima de 60 anos de idade a serem examinados. Um número entre 6 a 8 idosos permite que todos os observadores participem do exercício. Todos os observadores devem aplicar o instrumento aos mesmos indivíduos. As divergências nos diagnósticos deverão ser anotados e discutidos. O coordenador do exercício é o mediador das discussões, tendo sempre como base os critérios objetivos e estudados previamente pela equipe. Nesta etapa deve-se escolher um observador padrão, preferencialmente dentre os observadores ou então o coordenador do exercício deve exercer esta função. O menor grau de divergências de diagnóstico com relação aos critérios adotados, na fase do exercício é o critério de escolha do examinador padrão.

É fundamental que seja obtido o consentimento formal dos participantes autorizando os exames. Isso pode ser feito através de carta com explicações sobre os objetivos e a rotina do estudo.

3a etapa: calibração propriamente dita

Para esta etapa, escolher-se-á entre 20 a 25 indivíduos para serem examinados, adotando-se para a escolha os mesmos critérios do exercício clínico. Na calibração propriamente dita, cada um dos observadores e o observador padrão realizam as tomadas contando com anotadores que transcrevem os códigos das medidas para fichas padronizadas sem nenhuma comunicação. Ao final dos exames serão analisadas as concordâncias obtidas entre os diferentes observadores e o padrão e entre os observadores entre si através de testes estatísticos apropriados como a estatística Kappa, no caso de variáveis categóricas, ou do coeficiente de correlação intra classe, no caso das variáveis contínuas ou discretas.

 

Pré-teste

Embora todas as questões do questionário já tenham sido usadas em outras pesquisas, proceder-se-á ao pré-teste do questionário em 20 idosos da mesma faixa etária da pesquisa em área de abrangência de uma Unidade de Saúde do Município. O pré-teste visa adequar o questionário para o trabalho de campo propriamente dito.

 

Estudo piloto

O estudo piloto será realizado em um setor censitário não incluído no estudo propriamente dito. O estudo piloto é a realização completa da operacionalização do estudo, previamente ao trabalho de campo propriamente dito. Permite definir melhor os aspectos operacionais envolvidos e, portanto auxilia o planejamento do trabalho de campo. Por exemplo, o número de materiais a ser utilizados, o tempo médio despendido para cada entrevista e o tempo de deslocamento de um domicílio para outro podem ser estimados com o estudo piloto.

 

Controle de qualidade

Os supervisores do estudo realizarão a aplicação de uma versão resumida do questionário, via telefônica, em 10% da amostra (170 pessoas) com o objetivo assegurar o controle de qualidade da coleta de dados, bem como de medir a reprodutibilidade das questões.

 

 

 

Questionário

O questionário do EpiFloripa Idoso 2013 está disponível.

EpiFloripaIdoso_2013_QUESTIONARIO

Manual de instruções

O manual de instruções para os entrevistadores está disponível.

EpiFloripaIdoso_2013_MANUAL

Financiamento e Orçamento

Toda a infra estrutura, equipamentos e instrumentos necessários à realização da pesquisa EpiFloripa Idoso 2013 serão disponibilizados pela Instituição proponente, a Universidade Federal de Santa Catarina. A coleta de dados será realizada por estudantes bolsistas.

 

Conheça o EpiFloripa Idoso 2013

O EpiFloripa Idoso 2013 objetiva estudar a relação entre o estado cognitivo e funcional, a violência  e condições gerais de saúde em idosos com idade igual ou superior a 60 anos. Os 1705 idosos residentes na zona urbana de Florianópolis que tiveram suas condições de vida e saúde investigadas em 2009/2010 serão visitados novamente em seus domicílios pela equipe da pesquisa em 2013.

Pretende-se gerar conhecimento científico sobre tema altamente relevante no contexto internacional e nacional, qual seja, o contexto multidimensional da saúde dos idosos. Deseja-se que este seja a continuidade do estudo realizado em 2009/2010 (linha de base), de forma a constituir um estudo longitudinal que investigue a evolução dos aspectos importantes do envelhecimento desta população.

 

Equipe

Coordenação do Projeto


Eleonora d’Orsi

Currículo:  http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4703428P6

Possui graduação em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1989), mestrado em Saúde Pública/Epidemiologia (1996) e doutorado em Saúde Pública/Epidemiologia pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (2003). Atualmente é professora adjunta do Departamento de Saúde Pública e do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina. Coordenou o projeto Epifloripa Idoso 2009/2010. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase na área de Epidemiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: saúde da mulher e saúde do idoso.

 

 

Pesquisadores

Elza Salema Coelho

Currículo:  http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4770590D5

Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (1977) e doutorado em Filosofia da Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (2000). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Saúde Coletiva, atuando principalmente nos seguintes temas: violência em saúde, saúde da mulher, adolescência, saúde pública, gravidez na adolescência e sexualidade.

Júlia Dubois Moreira

Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4755350H0

Nutricionista graduada pelo Instituto Metodista de Educação e Cultura (IMEC). É Mestre, Doutora e Pós-doutora em Ciências Biológicas: Bioquímica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e Pós-doutora em Epidemiologia Nutricional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Tem experiência na área de Nutrição, com ênfase em Nutrição e Saúde Mental, atuando principalmente em pesquisas envolvendo o papel dos nutrientes e sua ação no sistema nervoso central. Atuou como professora substituta em Nutrição Clínica no curso de graduação em Nutrição da UFRGS de 2009 a 2011. Atualmente é Professora Adjunta do curso de Nutrição e do Programa de Pós-graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); também é pesquisadora colaboradora do Centro de Estudos em Alimentação e Nutrição no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (CESAN UFRGS/HCPA), INCT Hormônios e Saúde da Mulher (Serviço de Endocrinologia do HCPA) e INCT Excitotoxicidade e Neuroproteção (Departamento de Bioquímica da UFRGS).

 

Marco Aurélio Peres

Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4723902U0acv.jsp?id=K4723902U0

Possui graduação em Odontologia pela Faculdade de Odontologia da USP (1987), especialista (1989) e Mestre (1995) em Saúde Pública pela FSP-USP. Em 2002 concluiu o doutorado em Saúde Pública, área de Epidemiologia, pela Faculdade de Saúde Pública da USP com estágio (bolsa sanduiche) na University College London. Em 2006 realizou pós-doutorado em Epidemiologia pelo Centro de Pesquisas Epidemiológicas, Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas e entre 2008-2009 realizou estágio sênior no exterior (CNPq) junto à Universidade de Otago, Nova Zelândia. Desde 1995 é Professor do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente é Professor Associado e orientador credenciado dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e em Odontologia da Universidade Federal de Santa Catarina. Publicou 113 artigos científicos em periódicos especializados, possui 9 capítulos de livros e 3 livros publicados. Orientou 15 dissertações de mestrado e co-orientou 2, co-orientou 3 teses de doutorado além de ter orientado 11trabalhos de iniciação científica e 3 trabalhos de conclusão de curso nas áreas de Saúde Coletiva, Odontologia e Medicina. É membro do corpo editorial da Community Dentistry and Oral Epidemiology e The Open Public Health Journal e revisor de 24 periódicos nacionais e internacionais da área de Saúde Coletiva, Epidemiologia e Odontologia. Como linhas principais de pesquisa destacam-se a Epidemiologia da Saúde Bucal, Epidemiologia do ciclo vital, Desigualdades em Saúde, Avaliação de efetividade de serviços de saúde e Inquéritos populacionais. É consultor ad hoc do CNPq, CAPES, Ministério da Saúde (DECIT), FAPESC e pesquisador nível 1C do CNPq.

 

Karen Glazer Peres


Currrículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4796318A4

Possui graduação em Odontologia pela Universidade Paulista (1985), mestrado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (1998), mestrado em Odontologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (1998), doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (2002), doutorado sanduiche – University College London (2001) e pós-doutorado no Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas (2005) e na Universidade de Otago, Nova Zelândia (2009). Atualmente é coordenadora do programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina (2010-2012), nota 5 na última avaliação trienal da CAPES. É líder do grupo de pesquisa (GEOSC), professora colaboradora do Programa de Pós-graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas e bolsista produtividade em pesquisa do CNPq (nível 1D). Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: epidemiologia das doenças não transmissíveis, epidemiologia da saúde bucal e desigualdades em saúde. É autora e co-autora de 62 artigos científicos em periódicos especializados e possui 6 capítulos de livros publicados. Orientou 16 dissertações de mestrado, co-orientou 5 dissertações de mestrado e co-orientou 2 teses de doutorado. Orientou 9 trabalhos de iniciação científica, 3 trabalhos de conclusão de curso de graduação e 20 monografias de especialização na área de Saúde Coletiva. É consultora científica de 10 periódicos nacionais e internacionais da área de Saúde Coletiva, Epidemiologia e Odontologia e consultora ad hoc do CNPq, do Ministério da Saúde e é coordenadora do Centro Colaborador de Vigilância à Saúde Bucal do Ministério da Saúde.

 

Antonio Fernando Boing

Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4779950Z4

Concluiu mestrado em Saúde Pública, área de concentração em Epidemiologia, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutorado na Universidade de São Paulo (USP) no Programa de Pós-graduação em Ciências Odontológicas, área de concentração em Odontologia Social. Atua na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia. Suas principais linhas de pesquisa são o estudo dos determinantes sociais em saúde, da epidemiologia das doenças crônicas e da epidemiologia na atenção básica em saúde. É professor adjunto e atual chefe do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina; também ministra aulas e conduz orientações no Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da mesma instituição.

 

David Alejandro González Chica

Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4258144T2

Formado em Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Católica de Santiago de Guayaquil – Equador (2001). Especialização em Doenças Pediátricas Infecciosas e Parasitárias pelo Instituto de Saúde Carlos III (Espanha) mediante bolsa da Fundação Carolina. Mestre e Doutor em Epidemiologia (área de concentração estudos de Ciclo Vital) pela Universidade Federal de Pelotas de Brasil (2006) com bolsa da Fundação Welcome Trust. Pós-doutorado em avaliação da composição corporal e determinantes precoces da obesidade abdominal pela Universidade Federal de Pelotas (2010) mediante bolsa do Programa Nacional de Bolsas de Pós-Doutorado (PNPD/CAPES). Investiga os efeitos a longo prazo de condicoes perinatais e do crescimento sobre a obesidade abdominal em adultos. Atualmente é Professor Adjunto Nível 1 no Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina, na área de Epidemiologia Nutricional. Sub-coordenador de Pesquisa do Centro Colaborador de Alimentação e Nutrição Escolar do estado de Santa Catarina (CECANE/SC) e Supervisor do Laboratório de Antropometria e Composição Corporal da UFSC. Tem experiência na área de Epidemiologia, Avaliação Nutricional, Doenças Crônicas não Transmissíveis, Saúde Coletiva, Estudos Longitudinais e Educação em Saúde. Atua principalmente nos seguintes temas: epidemiologia nutricional, análise de estudos longitudinais, obesidade e doenças crônicas não transmissíveis, iniqüidades em saúde, educação em saúde e saúde materno-infantil.

 

André Junqueira Xavier

Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4774471D6

Membro do Conselho em Geriatria da Sociedade Brasileira e Gerontologia, ex-presidente da Sociedade de Geriatria e Gerontologia  do Brasil – sede Santa Catarina (2008-2010). Líder de Núcleo de Pesquisa em Terceira Idade e Tecnologia da Informação do CNPq (NUPETI). Coordenador do projeto de extensão Oficina da Lembrança – CNPq.  Professor de medicina preventiva, de iniciação à investigação e Geriatria e Gerontologia na Faculdade de Medicina da Universidade do Sul de Santa Catarina. Professor do serviço ambulatório de Geriatria do da Universidade do Sul de Santa Catarina. Graduado em Medicina pela Universidade do Estado de Rio de Janeiro (1989), mestre em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Santa Catarina (2002) e doutorado em Ciências da Saúde e de Informática da Universidade Federal de São Paulo (2007). Especialista em Geriatria pela Fundação Osvaldo Cruz – Escola Nacional de Saúde Pública.  Especialista em Geriatria pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Especialista em Geriatria pela Associação Médica Brasileira.

 

João Luiz Dornelles Bastos

Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4778698U1

Graduou-se em odontologia pela Universidade Federal de Santa Catarina em 2004. Concluiu o mestrado em epidemiologia pela Universidade Federal de Pelotas em 2006 e o doutorado no mesmo curso e na mesma instituição em 2010. É professor do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina. Publicou 43 artigos em periódicos especializados, possui um capítulo de livro e um livro no prelo, ambos a serem publicados pela Editora Fiocruz ainda em 2012. Participou de 25 eventos no Brasil e dois no exterior. Recebeu quatro prêmios e/ou homenagens. Atua na área de saúde coletiva, com ênfase em epidemiologia. Tem experiência no planejamento e execução de inquérito de saúde de base populacional e no gerenciamento de grandes bancos de dados.

 

Luiz Roberto Ramos

Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783531Z1

Graduou-se em medicina na Escola Paulista de Medicina (1976), fez residência médica em Pediatria (77-78) e Medicina Preventiva (79) na mesma instituição. Iniciou carreira de médico sanitarista na Secretaria Estadual de Saúde em 1980. Em 1982, obteve o MSc em Medicina Comunitária na London School of Hygiene and Tropical Medicine (LSH&TM). Em 1984, iniciou carreira docente na Disciplina de Epidemiologia do Departamento de Medicina Preventiva da EPM. Em 1987, obteve o título de PhD pela Universidade de Londres, com o primeiro estudo populacional com idosos no Brasil. Em 1989, mudou-se para o Departamento de Medicina da EPM e começou a formar a disciplina de Geriatria, que foi oficializada em 1994. Desde 1991, dirige o Centro de Estudos do Envelhecimento e coordena o primeiro estudo brasileiro de coorte com idosos residentes na comunidade (Projeto Epidoso) que se mantêm até hoje, com financiamentos do Cnpq e Fapesp. Em 1996, com apoio da Fapesp, fez o pós-doutoramento na Universidade de Harvard, na área de neuropsicogeriatria. Em 1997, obteve o título de Livre-Docente em Geriatria na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Exerceu a chefia da Disciplina de Geriatria de 1997 a 2002. Em 2004 obteve vaga por concurso de Professor Titular do Departamento de Medicina Preventiva da UNIFESP. Foi chefe do Departamento de 2005 a 11. Coordenou o curso de mestrado e doutorado em Saúde Coletiva da UNIFESP de 2006 a 2010 e pertenceu ao comitê assessor da área de Saúde Coletiva na CAPES no triênio 2004-06. Tem 52 orientações de mestrado e 19 orientações de doutorado concluídas até o momento e 108 publicações em periódicos indexados, dois livros e 19 capítulos de livros. Principal linha de pesquisa: Epidemiologia do Envelhecimento.

 

Tânia R. Bertoldo Benedetti

Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4708824U9

Graduada em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Maria (1986), mestrado em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (1999) e doutorado em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (2004). Atualmente é professor adjunto IV da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Atividade Física Relacionado à Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: idosos, atividade física, idoso, exercício fisico e atividades físicas.


César Messias de Oliveira

Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4728506H6

Graduado em Odontologia pela Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP (1993), aperfeicoamento em Ortodontia Preventiva e Interceptiva pela Universidade de São Paulo (1996) e aperfeicoamento em Odontologia Social e Preventiva pela Universidade de São Paulo (1995). Concluiu o seu mestrado (1997), doutorado (2001) e pós-doutorado (2002) em Epidemiology and Dental Public Health no Department of Epidemiology & Public Health pela University College London (UCL). Entre 2002-2007, na sua trajetória acadêmica, ocupou os seguintes cargos: Systematic Reviewer, University College London, Centre for Outcomes Research and Effectiveness (CORE), London, UK; Academic Visitor, University of Sao Paulo, Bauru Dental School, Department of Restorative Dentistry, Endodontics and Dental Materials, Bauru (SP), Brazil; Honorary Research Assistant, University College London, Department of Epidemiology & Public Health, London, UK; Post-Doctoral Research Fellow in Orthodontic Research, The University of Manchester, School of Dentistry, Manchester, UK; Honorary Research Assistant, University College London, Department of Epidemiology & Public Health, London, UK. Atualmente é Senior Research Fellow no English Longitudinal Study of Ageing (ELSA), University College London, Department of Epidemiology & Public Health, London, UK. Dentre outras atividades, tambem atua como consultor internacional no desenvolvimento do estudo Estudo Longitudinal da Saude do Idoso (ELSI-Brasil) que sera financiado pelo Ministerio da Saude (DECIT). No seu papel de consultor, recebe o apoio científico e financeiro (NIA grant) do consórcio internacional de estudos longitudinais sobre o evelhecimento liderado pelo estudo americano Health and Retirement Study (HRS) e também pelo National Institute of Aging (NIA) do National Institutes of Health (NIH). É responsável pela orientação de dissertações de mestrado e doutorado no Department of Epidemiology & Public Health pela University College London (UCL). Como linhas principais de pesquisa destacam-se o Envelhecimento Populational, a Epidemiologia da Saúde Bucal, Epidemiologia do ciclo vital, Desigualdades em Saúde, e Inquéritos populacionais.

Martin Orrel

Currículo: https://iris.ucl.ac.uk/research/personal/index?upi=MWORR48

Martin é médico psiquiatra e atuou no Maudsley Hospital e no Institute of Psychiatry antes de ser indicado como Senior Lecturer in Psychiatry of the Elderly na  University College London in 1991. Ele foi diretor do London Centre for Dementia Care (2001-2009) e  diretor Clínico /Associate Medical Director, do Mental Health Services for Older People, NELMHT (2003-2009).  Desde 2004 Martin é Professor of Ageing and Mental Health no  Department of Mental Health Sciences, University  College LondonConsultant Old Age Psychiatrist and Associate Medical Director for Research and Development, NELFT (North East London Foundation NHS Trust). Martin é o Investigador Principal do projeto Support at Home – Interventions to Enhance Life in Dementia (SHIELD). O SHIELD inclui um conjunto de intervenções psicológicas e sociais com o objetivo de reduzir incapacidades, promover funções cognitivas e melhorar qualidade de vida de pessoas com demência e seus cuidadores. Os três projetos incluem: grupos de estimulação cognitiva para pessoas com demência a fim de melhorar a sua cognição e qualidade de vida, uma nova iniciativa chamada de SHIELD Carer Supporter Programme, que treina ex-cuidados para ajudar os novos cuidadores de pessoas com demência, e uma nova iniciativa em desenvolvimento de apoio domiciliar intensivo para ajudar a gerenciar crises em casa e evitar o internamento hospitalar para pessoas com demência. Martin é também editor do periódico Ageing and Mental Health e membro do  Memory Services National Accreditation Programme.

Cassiano Ricardo Rech


Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4751483A3

Docente do Centro de Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina. Graduado em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Maria (2002), Especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de Santa Maria (2004), Mestre em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (2006) e Doutor em Educação Física pela Universidade Federal do Paraná (2013). Possui vínculo com o Grupo de Pesquisa em Atividade Física e Qualidade de Vida (GPAQ). É revisor da Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano e Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde. Membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde (2012-2013). Tem experiência na área de Atividade Física e Saúde, atuando principalmente nas seguintes áreas temáticas: a) atividade física e saúde pública; b) teorias de mudança do comportamento; c) determinantes pessoais e ambientas da atividade física d) elaboração e validação de técnicas e instrumentos de medida em atividade física.

 

Bolsista de Pós-Doutorado

Ione Jayce Ceola Schneider


Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4236497H6

Possui graduação em Bacharelado em Fisioterapia pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2002), especialização em Fisioterapia Cardiorrespiratória pela Universidade Gama Filho (2004). É Mestre em Saúde Pública pela Universidade Federal de Santa Catarina, linha de pesquisa Epidemiologia do Câncer (2008), com dissertação em análise de sobrevida em mulheres com câncer de mama. Doutora em Saúde Coletiva na UFSC, com tese apresentada sobre conhecimento e prática de mamografia.

 

Estudantes de Pós-Graduação

Ana Aparecida Tessari



Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4260843D8

Possui Licenciatura em EDUCAÇÃO FÍSICA pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e Bacharelado em ADMINISTRAÇÃO pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Concluiu a Especialização Multiprofissional em SAÚDE DA FAMÍLIA (UFSC). Especialista em DANÇA EDUCACIONAL (UDESC) tem experiência como professora na Educação Básica ministrando aulas de Educação Física e de Dança. Atuou como professora no Ensino Superior no Centro de Ciências da Saúde e do Esporte na Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC e no Ensino Fundamental tanto na rede pública municipal de São José-SC como na rede pública estadual (SC).

Ana Lúcia Danielewicz


Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4247962Z6

Graduada em Fisioterapia pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Mestre em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialista em Fisioterapia Cardiorrespiratória (Faculdade Inspirar). Atualmente é doutoranda em Saúde Coletiva Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

 

 

Bianca Bittencourt de Souza

Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4219152Z6

Graduada em Nutrição pela Universidade Federal de Pelotas (2009), Mestre em Ciências da Saúde, linha de pesquisa em Epidemiologia pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Sáude da Universidade Federal do Rio Grande (2011-2012). Discente do curso de Pós-Graduação Lato Sensu ênfase em Nutrição Clínica pelo Instituto de Educação e Pesquisa da Associação Hospitalar Moinhos de Vento (2010).

 

 

Carolina Carvalho Bolsoni


Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4296786P0

Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (2009). Mestra em Saúde Coletiva – Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva (2012). Atualmente desenvolve atividades junto à Especialização Multiprofissional em Saúde da Família – UNASUS/UFSC.

 


Danielle Ledur Antes

Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4232415U4

Possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Maria (2006), e especialização em Atividade Física, Desempenho Motor e Saúde, também pela Universidade Federal de Santa Maria (2008). É mestre em Educação Física, na área de Atividade Física e saúde pela Universidade Federal de Santa Catarina/UFSC (2011). Atualmente é doutoranda do programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da UFSC, sob orientação da Profª. Drª. Eleonora d’Orsi.

 

Francieli Cembramel


Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4239298U2

Mestre em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina. Possui Especialização em Nutrição Clínica pela Universidade do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUI (2007) e Graduação em Nutrição pela Universidade Federal de Pelotas – UFPel-RS (2005).Atualmente cursando doutorado em Saúde Coletiva na Universidade Federal de Santa Catarina.


Karine Gonçalves Pereira


Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4175381D6

Possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2007). Atuou como Farmacêutica/Consultora Técnica na Gerência Técnica do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (GETEC), da Diretoria de Assistência Farmacêutica (DIAF/SES/SC) e no Núcleo de Acompanhamento de Ações Judiciais (NAAJ), desta mesma diretoria. Atuou como representante discente do Colegiado do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva/UFSC, 2011-2012. Atualmente é membro do Núcleo de Extensão e Pesquisa em Avaliação em Saúde (NEPAS/UFSC). Bolsista CAPES do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina, na modalidade mestrado. Professora substituta do Departamento de Saúde Pública (UFSC). Tem experiência nas áreas de Assistência Farmacêutica e Saúde Coletiva, atuando nos seguintes temas: saúde pública, tuberculose, atenção básica, utilização dos serviços de saúde, planejamento e avaliação em saúde.

 

Lariane Mortean Ono

Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4234776H9

Graduada em Fisioterapia pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC (2010). Pós-graduanda em Fisioterapia Cardiorrespiratória pela Faculdade Inspirar. Atualmente cursando mestrado em Ciências Médicas pela Universidade Federal de Santa Catarina.

 


Larissa Pruner Marques


Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4413427U0

Enfermeira no Laboratório Médico Santa Luzia, formada pela Universidade Federal de Santa Catarina e representante de turma. Trabalhou no Projeto de Doutorado "Sistema PRAXIS" e foi bolsista de Iniciação Científica do Projeto de Pesquisa "Condições de saúde da população idosa do município de Florianópolis, Santa Catarina, estudo de base populacional" (Projeto EpiFloripa/Idoso). Durante a graduação realizou trabalho voluntário em clínicas de reabilitação para crianças com necessidades especiais na Turquia, através do Programa Cidadão Global da AIESEC.

 

Lucélia Justino Borges


Currículo:  http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4744603D8

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina. Possui mestrado em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina, na sub-área: Atividade Física relacionada à Saúde (2009) e graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Uberlândia (2005). Integrante do quadro de arbitragem da Federação Catarinense de Voleibol e Confederação Brasileira de Voleibol (função: apontadora). Tem experiência na área de Educação Física, atuando principalmente nos seguintes temas: atividade física relacionada à saúde, envelhecimento, voleibol.


Maruí Weber Corseuil Giehl


Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4506988Z6

Possui graduação em Educação Física pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (2006). Possui mestrado em Saúde Coletiva (2010), na área de concentração de Epidemiologia. Atualmente é Doutoranda (2010) do programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Santa Catarina, na área de concentração de Epidemiologia. Tem experiência na área de Atividade Física e Saúde , atuando principalmente nos seguintes temas: atividade física, saúde e fatores associados, ambiente e atividade física, epidemiologia da atividade física, saúde coletiva.

 

Rodrigo de Rosso Krug

 

Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4592879H8

Licenciado em Educação Física e Especialista em Ciências do Movimento Humano (UNICRUZ). Especialista em Educação Física Escolar (UFSM). Mestre em Ciências do Movimento Humano (UDESC). Atualmente é aluno do Curso de Doutorado em Ciências Médicas (UFSC). Possui experiência em projetos de pesquisa e extensão, atuando principalmente nos seguintes temas: Envelhecimento humano, Educação Física Escolar, Formação de Professores e Nefrologia. É integrante do Grupo de Estudos da Terceira Idade e do Laboratório de Gerontologia (GETI/LAGER/UDESC) e é professor colaborador do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Física (GEPEF/UFSM).


Rebeca Cipriano Braga Silva


Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4406635J8

Graduada em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina. Graduanda em Educação Física pela Universidade do Estado de Santa Catarina. Experiência em acompanhamento nutricional de praticantes de atividade física.

 

 

 


Susana Cararo Confortin


Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4299822E3

Possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Maria (2009). É especialista em Atividade Física, Desempenho Motor e Saúde nessa mesma instituição. É Mestra em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina, na área de Atividade Física relacionado à Saúde.

 


Thays Berger Conceição


Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4232669J1

Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (2010). Atualmente é supervisora de tutores da Universidade Federal de Santa Catarina do Curso de Especialização Multiprofissional em Saúde da Família – Modalidade a Distância e compõe a equipe técnica de produção de material da UFSC para o UnA-SUS.

 


Vanessa Fernanda Goes


Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4452338Z3

Nutricionista graduada pela Universidade Estadual do Centro-Oeste – UNICENTRO (2010) e Mestre em Ciências Farmacêuticas pela UNICENTRO (2012). Participou durante a graduação de programas de extensão vinculados ao Programa Universidade Sem Fronteiras do Governo do Paraná e de Monitoria Voluntária na disciplina de Antropologia da Saúde. Com experiência em avaliação do estado nutricional e consumo alimentar de pré-escolares e, avaliação nutricional, bioquímica e cognitiva de idosos portadores de Doença de Alzheimer. Atualmente é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

 


Estudante de Graduação

Bolsista de Iniciação Científica – 2014

Débora Iop


Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K8137473H6

Possui graduação em Administração pelo Instituto de Educação Superior Avantis (2013). Graduação em andamento em Farmácia pela Universidade Federal de Santa Catarina.



 

Bolsista de Iniciação Científica – 2013

Carolina Santos da Silva Schuck


Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4825491E0

Possui ensino-médio pelo Colégio Alpha Objetivo(2009). Tem experiência na área de Nutrição.




Estudante de Graduação – Ciência da Computação
Programador

Max Alexandre Zanelato


 

Currículo: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4491289A2

Atualmente é Programador da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Sistemas de Computação.