Inquéritos

Questionário

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EpiFloripa Adulto 2009 – Métodos

Foi realizado um estudo transversal de base populacional junto à população adulta do município de Florianópolis, capital do estado de Santa Catarina, de setembro de 2009 a janeiro de 2010.

O procedimento de cálculo da amostra do EpiFloripa foi realizado no programa estatístico EpiInfo 6.04. Para estimativa de prevalência foram considerados os seguintes parâmetros: prevalência de 50%, erro amostral de 4 pontos percentuais e nível de confiança de 95% . O valor da amostra obtido foi de 599 adultos. Para o controle do efeito de delineamento do estudo, realizado através de conglomerados, utilizou-se um ajuste de delineamento igual a 2. Foram ainda adicionados 10% para eventuais perdas e mais 20% para controle de fatores de confusão, totalizando uma amostra igual 1.581 adultos. Com o objetivo de aumentar o poder da amostra esta foi definida em 2016 adultos.

O processo de amostragem foi realizado em duplo estágio. O primeiro foi formado pelos setores censitários e o segundo composto pelos domicílios particulares permanentes urbanos incluídos nos setores censitários selecionados. Assim, todos os moradores adultos dos domicílios selecionados eram elegíveis para entrevista, exceto aqueles institucionalizados ou inaptos a responder o questionário do estudo (adultos acamados ou com algum impedimento físico ou mental que impossibilitasse o entrevistado de responder o questionário).

Os setores censitários urbanos do município (unidades primárias de amostragem) foram ordenados em ordem crescente de renda e estratificados em decis. Selecionaram-se sistematicamente 6 setores em cada decil de renda e realizou-se a contagem in loco do total de domicílios habitados em cada setor censitário sorteado. Com o intuito de diminuir o coeficiente de variação de domicílios por setor, realizou-se a fusão de algumas unidades e a divisão de outras, respeitando-se o decil de renda e a localização geográfica dos mesmos. Após esse procedimento, obtiveram-se 63 setores censitários, com coeficiente de variação de 32%. Considerando-se a necessidade de se entrevistarem 2.016 pessoas em 63 setores, conferindo, em média, 32 adultos por setor, foram selecionados 18 domicílios em cada uma dessas unidades geográficas.

A coleta dos dados foi realizada por 35 entrevistadoras com a utilização do Personal Digital Assistant (PDA). Foram consideradas perdas as pessoas não encontradas após quatro visitas, sendo ao menos uma no período noturno e outra no finam de semana. O controle de qualidade das respostas foi realizado semanalmente em aproximadamente 15% da entrevistas, selecionadas de forma aleatória em todos os setores.

Os dados foram analisados através do programa estatístico Stata versão 9, utilizando o comando svy para considerar o efeito de delineamento e os pesos amostrais, que foram calculados considerando-se a probabilidade de cada setor ser sorteado dentre todos aqueles existentes no município e de cada domicílio ser sorteado dentro do setor censitário.

O projeto de pesquisa foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina e foi aprovado conforme protocolo número 351/2008.

Para visualizar o Certificado emitido pelo Comitê de Ética,  clique aqui: comite etica epifloripa 2009

Para visualizar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, clique aqui: TCLE EpiFloripa 2009

Manual de Instruções 2009

Para visualizar o Manual de Instruções 2009 clique aqui.

Equipe EpiFloripa Adulto 2012

Pesquisadores

Antonio Fernando Boing

boing@ccs.ufsc.br

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4779950Z4

Cirurgião-dentista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Mestre em Saúde Pública, com área de concentração em Epidemiologia pela mesma universidade, Doutor em Odontologia, com área de concentração Odontologia Social pela Faculdade de Odontologia da USP. Docente do Departamento de Saúde Pública da UFSC desde 2008, credenciado no Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da UFSC. Atua na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia. Suas principais linhas de pesquisa são o estudo dos determinantes sociais em saúde, da epidemiologia das doenças crônicas e da epidemiologia na atenção básica em saúde.

 

 

David Alejandro González Chica

 

david.epidemio@gmail.com

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4258144T2

Médico pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Católica de Santiago de Guayaquil – Equador, Especialista em Doenças Pediátricas Infecciosas e Parasitárias pelo Instituto de Saúde Carlos III (Espanha). Mestre e Doutor em Epidemiologia, com área de concentração estudos de Ciclo Vital) pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Pós-doutorado em avaliação da composição corporal e determinantes precoces pela UFPel. Docente do Departamento de Nutrição e credenciado no Programa de Pós-graduação em Nutrição Coletiva da UFSC desde 2010. Atua principalmente nos seguintes temas: epidemiologia nutricional, análise de estudos longitudinais, obesidade, iniqüidades em saúde, educação em saúde.

Elena Riet Correa Rivero

riet@ccs.ufsc.br

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4707587Y9

Cirurgiã-dentista pela Universidade Federal de Pelotas, Mestre em Patologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2001) e Doutora em Odontologia (Patologia Bucal) pela Universidade de São Paulo (2003). Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Tem experiência na área de Odontologia, com ênfase em Patologia Bucal. Integra o corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Odontologia da UFSC, atuando como orientadora de mestrado, junto às áreas de concentração em Diagnóstico Bucal e Endodontia. É Coordenadora do Laboratório de Patologia Bucal da UFSC e Professora integrante do Ambulatório de Estomatologia do Hospital Universitário da UFSC. Suas principais linhas de pesquisa são Diagnóstico em Patologia Bucal, Tratamento Endodôntico na dentição decídua e permanente e Estudos das doenças que afetam o sistema estomatognático.

 

Eleonora D’Orsi

eleonora@ccs.ufsc.br

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=N461939

Médica pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Mestre em Saúde Pública e Doutora em Ciências da Saúde, com ênfase em Epidemiologia – pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Professora Adjunta do Departamento de Saúde Pública e credenciada junto ao Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da UFSC. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase na área de Epidemiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: saúde da mulher e saúde do idoso.

 

 

Filipe Modolo Siqueira

fimodolo@gmail.com

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4778212A6

Cirurgião-Dentista pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (2003) e Doutor em Odontologia (Patologia Bucal) também pela Universidade de São Paulo (2006). Atualmente exerce o cargo de Professor Adjunto III no Departamento de Patologia (PTL) do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Orientador de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós Gradução em Odontologia da UFSC, área de concentração em Diagnóstico Bucal. Tem experiência na área de Odontologia, com ênfase em Patologia Geral e Bucal, Estomatologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Diagnóstico de lesões do complexo buco-maxilo-facial, Imunoistoquímica, Cultura de células e Biologia Celular e Molecular.

 

 

João Luiz Dornelles Bastos

joao.luiz.epi@gmail.com

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4778698U1

Cirurgião-dentista, Mestre e Doutor em Epidemiologia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Docente do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desde 2010. Atua na área de saúde coletiva, com ênfase em epidemiologia das desigualdades em saúde.

 

 

 

Karen Glazer Peres

karengp@ccs.ufsc.br

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4796318A4

Cirurgiã-dentista pela Universidade Paulista (UNIP), Mestre em Odontopediatria pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Mestre em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP, Doutora em Saúde Pública pela FSP-USP com estágio na University College London, Pós-doutorado em Epidemiologia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Universidade de Otago, Nova Zelândia. Docente do Departamento de Saúde Pública da UFSC e é credenciada nos Programas de Pós-graduação em Saúde Coletiva e Odontologia da UFSC. Bolsista de produtividade do CNPq, nível 2, na área de Epidemiologia tem experiência com estudos de saúde bucal de base populacional. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: epidemiologia das doenças não transmissíveis, epidemiologia da saúde bucal e desigualdades em saúde. Coordenadora do programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva (2010-2012). É coordenadora do Centro Colaborador de Vigilância à Saúde Bucal do Ministério da Saúde.

Leonardo de Lucca Schiavon

leo-jf@uol.com.br

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4137771Z9

Médico pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Residência médica em Gastroenterologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Doutorado em Gastroenterologia concluído em 2007 e pós-doutorado em Hepatologia (UNIFESP). Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Clínica Médica, Gastroenterologia, Hepatologia e Endoscopia Digestiva. Atualmente atua como Professor Adjunto do Departamento de Clínica Médica (Serviço de Gastroenterologia) da Universidade Federal de Santa Catarina e Professor da graduação e pós-graduação da Universidade do Sul de Santa Catarina.

Marco Aurélio Peres

marco.peres@adelaide.edu.au

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4723902U0#Producaocientifica

Coordenador do Estudo EpiFloripa. Cirurgião-dentista pela Faculdade de Odontologia da USP, Especialista e Mestre em Saúde Pública pela FSP-USP. Em 2002 concluiu o doutorado em Saúde Pública, área de Epidemiologia, pela Faculdade de Saúde Pública da USP com estágio (bolsa sanduiche) na University College London. Em 2006 realizou pós-doutorado em Epidemiologia pelo Centro de Pesquisas Epidemiológicas, Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas. Realizou estágio sênior no exterior (CNPq) junto à Universidade de Otago, Nova Zelândia. Desde 1995 é Professor do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente é Professor Associado do Departamento de Saúde Pública e orientador credenciado dos Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e em Odontologia da Universidade Federal de Santa Catarina e pesquisador nível 1C do CNPq. Como linhas principais de pesquisa destacam-se a Epidemiologia da Saúde Bucal, Epidemiologia do ciclo vital, Desigualdades em Saúde, Avaliação de efetividade de serviços de saúde e Inquéritos populacionais.

Yara Maria Franco Moreno

yarafmoreno@gmail.com

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4707924Z1

Nutricionista pela Universidade Federal do Paraná, Mestre em Alimentos e Nutrição pela Universidade Estadual de Campinas, Doutora em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente é Docente do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Tem experiência na área de Avaliação do Estado Nutricional e Imunonutrição, atuando principalmente nos seguintes temas: concentrado proteico de soro de leite, prebióticos e Síndrome da Imunodeficiência Humana em Pediatria.

 

 

 

Pesquisadores Associados:

Alexandra Crispim Boing

alecrispim@yahoo.com.br

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4732911T8

Farmacêutica, Mestre em Saúde Pública, área de concentração em Epidemiologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Mestre em Gestão de Políticas Públicas pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), com especialização em Farmácia Clínica pela FURB, especialização em Saúde da Família pela UFSC, MBA em administração pela Universidade Lúsofona de Portugal e Doutoranda em Saúde Coletiva pela UFSC. Foi Professora do Departamento de Saúde Pública da UFSC durante o ano de 2010. Atualmente desenvolve trabalho de pesquisa na área de saúde coletiva na Universidade Federal de Santa Catarina. É membro da Comissão de Ética do Conselho Regional de Farmácia de Santa Catarina. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, Epidemiologia e Farmacoepidemiologia.

 

 

Carla de Oliveira Bernardo

carlabernardoo@gmail.com

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4164407Z4

Nutricionista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Mestre em Nutrição, com ênfase em Nutrição em Saúde Publica pela UFSC. Tem experiência na área de Nutrição, com ênfase em Nutrição em Saúde Pública, atuando principalmente nos temas: Estado nutricional de coletividades, Consumo alimentar, Educação nutricional, Epidemiologia da obesidade e Ambiente obesogênico.

 

 

 

 

Daniela de Rossi Figueiredo

daniela.derossi@gmail.com

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4217597Y6

Cirurgiã-dentista pela Universidade do Sagrado Coração – Bauru/SP. Mestre em Odontologia em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atualmente é Doutoranda em Odontologia em Saúde Coletiva pela mesma instituição.  É professora voluntária na disciplina de Interação Comunitária V (epidemiologia da saúde bucal) no Curso de Graduação em Odontologia (UFSC).

 

Helena Mendes Constante

lenaconstante@gmail.com

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4427955Z7

Graduanda em Odontologia pela Universidade Federal de Santa Catarina. Bolsista de Iniciação Científica pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica PIBIC/CNPq – UFSC por quatro anos consecutivos pelo Departamento de Saúde Pública.

 

 

 

Silvia Giselle Ibarra Ozcariz

silvia.ozcariz@gmail.com

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4238778Y1

Nutricionista pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Mestre em Epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutoranda em Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Tem experiência na área de Epidemiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Epidemiologia Nutricional, Consumo Alimentar, Educação Nutricional, Nutrição Materno-Infantil e Saúde do Adulto.

 

 


EpiFloripa 2009

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Financiamento e Orçamento

EpiFloripa adulto 2009 foi financiado com recursos obtidos junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio do edital universal 15/2007 (projeto no 485327/2007-4), totalizando R$ 65.700,00. Com este recurso foram adquiridos os equipamentos necessários para a pesquisa e remunerados os pesquisadores de campo, especialmente contratados para a pesquisa. Além do financiamento direto, o projeto contou com contrapartida de pesquisadores e estudantes de pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina.



O Projeto

É com muita satisfação que apresentamos a página eletrônica do Estudo Epidemiológico sobre Condições de Saúde da População Adulta de Florianópolis –EpiFloripa Adulto. Pretendemos torna-la um espaço de informação e interação entre os pesquisadores do projeto, outros estudiosos no tema, os participantes do estudo e a população em geral. Neste espaço você encontrará a equipe de pesquisa, características metodológicas do projeto, seus principais resultados, as publicações dele decorrentes assim como poderá manter contato conosco expondo suas dúvidas, comentários e propondo sugestões.

Aguardamos seu contato.

Equipe do EpiFloripa Adulto.

 

Conheça o EpiFloripa


As mudanças demográficas e epidemiológicas ocorridas nas últimas décadas no Brasil apontam a necessidade de investigações das condições de saúde da população adulta com ênfase nas doenças e agravos crônicos e nos comportamentos e condições sociais e econômicas a elas associadas. Poucos são os estudos de base populacional desenvolvidos no Brasil que envolveram a investigação das condições de saúde auto-referidas e de fatores sociais, demográficos, nutricionais, de comportamentos relacionados à saúde e de utilização de serviços de saúde associados. Desconhecem-se estudos desta natureza em capitais brasileiras. Este tipo de investigação permite o adequado planejamento do sistema de saúde, a reorientação de recursos assim como propicia o desenvolvimento de futuros estudos que possibilitem o monitoramento de agravos e exposições relacionadas à saúde.

Durante os meses de setembro de 2009 a janeiro de 2010, 35 entrevistadoras percorreram os domicílios de Florianópolis, de norte a sul, de leste ao continente, pesquisando as condições de vida e saúde de uma amostra de 1720 adultos, representativa de todas as regiões e condições sociais e econômicas da cidade. Em cada residência sorteada, os adultos ali residentes responderam a um questionário sobre condições sociais, econômicas, auto-avaliação das condições de saúde, ocorrência de doenças crônicas e de dor, hábitos alimentares, prática de atividade física, condições de saúde bucal, uso de medicamentos e de serviços de saúde e saúde mental. Além do questionário, os participantes da pesquisa foram pesados, medidos e tiveram a circunferência abdominal e pressão arterial verificadas. Cada participante foi orientado sobre recursos de saúde no bairro e receberam os resultados principais do estudo em suas residências. Todo este trabalho, planejado há mais de um ano, foi realizado no âmbito do Departamento de Saúde Pública da UFSC e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, desenvolvido e supervisionado por profissionais de diversas áreas dos cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado nos Programas de Pós-graduação em Saúde Coletiva, Nutrição e Educação Física e alunos de iniciação científica dos cursos de Medicina, Odontologia e Enfermagem da UFSC. Este tipo de estudo permite um amplo diagnóstico das condições de saúde em escala populacional e é muito útil para o planejamento e avaliação de políticas, ações e serviços de saúde. Apesar destas vantagens, este é o primeiro estudo com tais características realizado em Florianópolis.

Com a intenção de acompanhar as condições de saúde das pessoas e ter uma melhor compreensão sobre os seus determinantes, em 2011 todos os 1720 participantes do estudo serão visitados novamente em seus domicílios pela equipe da pesquisa. Nesta ocasião serão aplicados questionários estruturados sobre hábitos e cuidados á saúde bucal (uso e freqüência de escovação dentária, uso de pasta dental, uso de fio dental), dificuldades de alimentação em razão das condições de saúde bucal, xerostomia, dor de origem dentária nos últimos seis meses, sua intensidade e impacto na realização de atividades diárias, periodicidade da realização de consultas odontológicas, razão principal do último atendimento, local da última consulta e auto-avaliação da saúde bucal. Um detalhado exame odontológico será realizado para a identificação e mensuração de cárie dentária, edentulismo, uso e necessidade de próteses dentárias, sangramento gengival e doenças periodontais. Além disso, serão coletadas informações sobre alimentação e acesso a uma alimentação saudável, atividade física, qualidade de vida, discriminação, função cognitiva e indicadores de iniqüidades socioeconômicas. Por sua vez, diversas informações coletadas no inquérito realizado no ano de 2009 serão utilizadas para analisar as informações que serão obtidas em 2011, tais como, variáveis socioeconômicas, demográficas, condições de saúde, peso, altura, circunferência abdominal, pressão arterial, uso de medicamentos, morbidades auto referidas, uso de serviços de saúde e auto-avaliação de saúde. Mediante a análise destas informações pretende-se gerar conhecimento científico sobre diversos temas que são altamente relevantes no contexto internacional e nacional, qual seja, a relação entre doenças e agravos bucais e condições de saúde geral, mormente sobrepeso, obesidade, doenças cardiovasculares e o impacto das doenças bucais na auto-avaliação de saúde geral. Deseja-se que este seja o primeiro estudo, linha de base, de um estudo longitudinal que investigue saúde geral e saúde bucal desta população.

Conheça o EpiFloripa Idoso 2009/2010

O estudo EpiFloripa Idoso foi realizado com objetivo de conhecer as condições de vida e de saúde da população moradora em Florianópolis que atingiu 60 ou mais anos de idade. Durante os meses de setembro de 2009 a junho de 2010, 37 entrevistadoras treinadas percorreram os domicílios de Florianópolis, de norte a sul, de leste ao continente, e entrevistaram 1705 idosos, de todas as regiões e condições sociais e econômicas da cidade.

 

Entre as principais metas deste estudo destacamos as seguintes: conhecer o perfil epidemiológico dos principais agravos nos idosos residentes em Florianópolis; divulgar os principais agravos nos idosos residentes em Florianópolis; comparar e avaliar o perfil epidemiológico das condições de saúde nos idosos residentes em Florianópolis e publicação de artigos científicos e elaboração de dissertações de mestrado e doutorado com os dados originados da pesquisa.

 

O estudo permitiu um amplo diagnóstico das condições de saúde, gerando informações úteis para a elaboração e avaliação de políticas, serviços e ações de saúde orientadas às necessidades da população idosa.

Questionário

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Manual

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